Lia nunca tinha saído da sua vila. O simples ato de viajar tantas milhas parecia tão alto quanto uma montanha, e tão perto quanto o som da campainha da igreja que ecoava todas as manhãs. Ainda assim, a ideia a fez tremer de excitação. Com o apoio dos pais e do velho bibliotecário, Sr. Tomás, Lia juntou cada centavo que pôde: a mesada dos domingos, as moedas encontradas nas rachaduras do chão, até o velho rádio que o avô lhe deu e que ainda rangia quando sintonizava a estação da capital. Quando finalmente teve o suficiente, comprou a passagem de ônibus e partiu ao amanhecer, com o vento ainda frio abraçando seu rosto.
Ao chegar, a capital se revelou como um organismo pulsante: luzes piscando, vozes sobrepostas, telas que mostravam imagens que pareciam viver. O prédio da exposição dominava a praça, alto como o pico mais íngreme da Serra Azul, mas ao mesmo tempo tão acessível que o primeiro passo para dentro era apenas abrir a porta. Dentro, tudo era “extremamente alto e incrivelmente perto”. A primeira sala tinha um teto que chegava a 30 metros. No centro, uma escultura de metal suspensa, chamada “O Olhar do Horizonte” , refletia a cidade inteira em seus espelhos curvos. Os visitantes podiam subir em plataformas de vidro, caminhar sobre o ar e observar a cidade como se fosse um quadro em miniatura. Lia, de mãos trêmulas, subiu ao primeiro degrau. Extremamente Alto E Incrivelmente Perto Pdf Download
Uma fábula contemporânea sobre a distância que nos une 1. O Chamado da Cidade Em um vilarejo encrostado entre as colinas da Serra Azul, as casas eram pequenas, mas os sonhos — enormes. Entre as crianças que corriam pelos becos de pedra, havia uma menina chamada Lia. Ela tinha apenas oito anos, mas já carregava nos olhos a curiosidade de quem quer viver tudo o que o mundo tem a oferecer. Lia nunca tinha saído da sua vila
Foi naquele instante que Lia compreendeu: a distância de 800 km não era nada comparada ao laço invisível que as histórias criam. O “alto” da estrutura física se tornava “perto” na medida em que corações se encontravam. Quando a exposição chegou ao fim, Lia recebeu um pequeno livro de capa dura, intitulado “Extremamente Alto e Incrivelmente Perto – Histórias que Viajam” . Era o registro de todas as vozes que haviam falado naquele espaço. O bibliotecário da capital, ao saber da jornada de Lia, escreveu nas primeiras páginas: “Para quem ousa subir e observar, o horizonte nunca está tão próximo.” Com o apoio dos pais e do velho bibliotecário, Sr
O ônibus serpenteava pelos vales, cruzava pontes que pareciam fios de prata e subia colinas que se tornavam nuvens. Cada quilômetro percorrido era uma página do livro que Lia escrevia em sua mente — as histórias dos viajantes ao lado, as paisagens que mudavam como um filme em câmera lenta, o cheiro de café de uma cidade que ainda não conhecia.
Do alto, a capital parecia um mosaico de histórias. Cada janela, cada carro, cada pessoa que passava – tudo era ao mesmo tempo distante e intimamente conectado ao coração de quem observava. Ela percebeu que “extremamente alto” não era só a altura física, mas a sensação de estar acima das próprias limitações. “Incrivelmente perto” era o toque da curiosidade que nos faz sentir a vibração de cada detalhe, mesmo que ainda não possamos tocar.
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